quinta-feira, fevereiro 7

7 de Fevereiro de 2013

Olá Margarida,

Agora que passaram uns anos do teu nascimento e já aprendeste a ler, deixo-te umas palavras deste dia. 
Eram 10h42 da primeira quinta-feira de Fevereiro de 2013 quando vieste ao mundo...

Desde a última segunda-feira que tinhas a bênção dos médicos para nascer. Apesar de uma semana solarenga estávamos no Inverno. As temperaturas ainda estavam frias e talvez quiseste estar no quentinho mais uns dias. Ontem ao final do dia, a tua mãe começou com contracções e por isso, em conjunto com o teu pai, decidiram ir fazer uma caminhada no Jamor para ver se as coisas acalmavam. Mas pelos vistos, quem queria esticar as pernas eras tu. Após uma noite um pouco atribulada, lá foste bem cedo para o Hospital São Francisco Xavier. O teu pai ligou-me às 9h10 e disse "já estou no hospital, a Belinha está em trabalho de parto, é agora". Ainda estava meio ensonado e abananado mas de repente despertei. Foi como se estivesse num banho quente e de repente o gás acaba-se. Frio. Desperto. Vem aí uma nova vida. Toca a pegar no carro e lá vou eu. Estaciono e entro no primeiro edifico que me aparece à frente e pergunto a um senhor que estava por perto pela maternidade. Local errado. O senhor disse que estava numa escola. Porra! Lá andei mais uns 200 metros. Avisto um segurança, dando ele a informação que esperava. Entrei na maternidade, desloquei-me à recepção para saber informações tuas. Mandaram-me esperar, enquanto iam chamar o teu pai. Chega ele, entusiasmado, sorridente. Afinal ainda estavas no bem bom. Voltou a subir para sala de parto, para perto de tua mãe enquanto eu fiquei à espera. O tempo passava. A sala estava meio composta. Algumas grávidas, familiares ansiosos, seguranças, enfermeiros atarefados. Enfim o teu pai chega, abre a porta, e levando tudo à frente diz "Já está!", gesticulando as mãos como quem encerra um jogo de futebol. Acabou. Começou. Nasceste. Nova vida. Aqui o teu primo ficou apático, não acreditando no que estava a ouvir. Tinha que ver para crer. O teu pai estava calmo mas maluco, felicíssimo, puramente alegre, sem preocupações, como que o tinha acabado de acontecer tivesse a maior força do Universo e que nada impediria a felicidade do momento. Nada iria estragar o momento. Contou-me como tudo aconteceu. Mas sobre isso... pergunta-lhe! Só te pude ver às 15 horas. Era o horário das visitas. Fui a casa almoçar para depois regressar e ver-te. Assim o fiz. No regresso, avistei o teu pai que também tinha ido alimentar-se. E só para que conste, a primeira refeição dele após ser pai, sabes qual foi? McDonald's. Festejou o teu nascimento com um Mac. Pumbas! Filha nova, BigMac para o bucho! Adiante... lá fomos nós. Subimos até ao quarto onde estavas em repouso com a tua mãe. Era no 3º andar. Atravessámos ainda um corredor, primeira ou segunda porta à esquerda e lá estavas tu. Pequenina, um ser delicado, frágil, leve, cabelos escuros, pele enrugada, fina, fralda posta. O quarto era branco, com duas camas, sendo que só uma estava ocupada: por ti e mãe. As amplas janelas viradas para sudoeste davam para o Tejo, toda a zona de Belém, toda a vegetação de Monsanto, Restelo, a Fundação Gulbenkian, a outra margem. O sol entrava fortemente no quarto, dando-te as boas-vindas. Mas também por isso, os estores estavam a meio. Vi-te mas mesmo assim custou-me acreditar. Ver para crer parece que não bastou. Não te quis pegar ao colo. Não consegui. Tinha medo de estragar. A tua mãe estava impecável. Nem parecia que tinha dado à luz. Normalíssima. Peguei na máquina fotográfica para imortalizar o momento. Tirei várias. Pede aos teus pais. Made by me. Nada te incomodava. Não te ouvi chorar. Não choraste. Ainda esboçaste um sorriso. Estavas na tua, impenetrável, confortavelmente nos braços da mãe. Esperta. 

E assim foi... Telemóveis a tocar, uma enfermeira ou outra a entrar na sala, mas um estado de felicidade e paz naquele espaço, tudo graças ao teu nascimento. Estávamos no topo do mundo. Nada mais importava. Era ali que estava a começar uma nova vida. Para ti e para os teus pais. 

Tem uma boa vida. Não te vou dizer o que deves ou não fazer. Não me cabe a mim dizê-lo. Deixo-te apenas um pequeno conselho: Não existe ninguém no mundo que queira o melhor para ti do que os teus pais. Só neles poderás verdadeiramente confiar cegamente sem reticencias, sem "mas"... Dá felicidade a quem te rodeia. 
Beijos do primo!

quarta-feira, fevereiro 6

Fantoches

Se Franquelim Alves fosse de facto alguém sério e tivesse alguma dignidade, já tinha pedido a demissão em vez de se meter continuadamente neste embrulhada. E o mesmo para Relvas. Impressionante como o fantoche ainda está agarrado ao poder. Credibilidade zero e o pior: não é respeitado por ninguém. Mas por lá continua, sorridente e feliz!

Ai vida, vida...

É verdade que as oportunidades são para agarrar e não se devem desperdiçar. Oportunidades estas numa altura que pecam por escassas. Mas será que vale a pena fazer algo, sabendo à priori, que a faremos com custo, sem motivação, só e apenas porque "é o que há"? Será falta de humildade não querer passar o dia sem sorriso na cara? Não me parece...

segunda-feira, fevereiro 4

New step. Começa amanhã. A ver vamos...

sábado, fevereiro 2

Daniel Day-Lewis

Um senhor actor. Cada tiro, cada melro. Cada filme, candidato a um Óscar. A reencarnação deste senhor em Lincoln está estupidamente brutal. É um prazer ver gente talentosa que expõe a sua genialidade ao público.

quinta-feira, janeiro 31

10 milhões de portugueses e não há nenhum maluquinho que rebente os cornos a Fernando Ulrich.

quarta-feira, janeiro 30

A corrupção é a forma mais fácil de fazer cobro à incompetência. Digno de incompetentes.

Something "new"

Vou copiar uma ideia que vi ontem num programa televisivo. A partir de hoje vou tentar escrever todos os dias, um pensamento que me venha à cabeça sobre o que quer que seja. Uma espécie de diário.

sábado, novembro 24

"...sacrifice what you are for what you will become..."

quarta-feira, setembro 12

Miguel Relvas

Ver este homem a falar nos telejornais é caricato. Qual é a credibilidade de um homem gozado 99,5% dos portugueses?

domingo, setembro 9

E se Cristovão Colombo fosse português?

E se Portugal já tivesse conhecimento da América e a "descoberta" desta continente por parte de Cristovão Colombo fosse uma jogada de mestre de D. João II?

Mais uma vez, José Rodrigues dos Santos patrocinou a minha leitura deste Verão. Grande livro! 

segunda-feira, setembro 3

LFV, o pateta!

Luís Filipe Vieira, em termos de futebol sénior, é o pior presidente da história do Benfica! É uma anedota, patético. Uma espécie de "como não organizar uma época futebolística para tótós!".

quinta-feira, agosto 16

Batman de Christopher Nolan

"... A hero can be anyone. Even a man doing something as simple and reassuring as putting a coat around a little boy's shoulders to let him know that the world hadn't ended... "

De há uns anos para cá tem estado na moda filmes com heróis de bandas desenhada. E a verdade é que nunca fui à bola com esse tipo de filme. Mas há excepções! E neste caso uma senhora excepção. A trilogia Batman não relata simplesmente a história de alguém com super-poderes. É mais do que isso. Não é um filme de encher chouriços. O argumento é excelente, o desenvolvimento das personagens é genial, a escolha dos actores... melhor era impossível. "Batman Begins", "The Dark Knight" e por fim "The Dark Knight Rises". Cada filme é único e vai buscar os pormenores cronológicos de todas as personagens. A saga Batman de Christopher Nolan arrisca-se a ser uma das maiores trilogias de sempre da história do cinema. Tim Burton já o realizou com o teu toque pessoal, demasiado fantasioso e por isso diferente. Este para mim, é muitíssimo melhor!  

segunda-feira, agosto 13

A minha opinião sobre os atletas nacionais

Muita discussão tem vindo a público acerca da prestação dos portugueses nos Jogos Olímpicos 2012. Li há pouco uma declaração de Vicente Moura, presidente do COP, e que de uma maneira muito pragmática afirma o seguinte: "Somos isto!". 
Apesar de em alguns casos não estar de acordo com ele, neste ponto acertou na mouche. Concordo plenamente! Somos isto e a mais não somos obrigados. A não ser que sejamos exigentes connosco sabendo das nossas limitações e mantendo os pés bem assentes no chão. Portugal em termos desportivos é isto. Não sejamos hipócritas com a mania que somos grandes em tudo. Existem excepções: desportistas que diariamente dão tudo o que têm e o que não têm (literalmente). No caso concreto destes Jogos Olímpicos de 2012 houve uma ou outra desilusão, onde as expectativas estavam legitimamente altas, devido ao passado recente dos atletas. Portugal é futebol e o resto é paisagem. É a triste realidade. É o que vende. É o que dá dinheiro. Foi uma tristeza as nossas primeiras páginas dos jornais desportivos a comparar com os restantes europeus.

Como pode o povo português exigir uma mão cheia de medalhas quando a taxa de obesidade e excesso de peso infantil é preocupante; onde não existe um VERDADEIRO incentivo à actividade física; onde o desporto escolar é uma miragem; onde os almoços de família ao Domingo são no McDonald's; onde a Educação Física não conta para a média escolar; onde o profissionalismo desportivo é inexistente apesar da dedicação e voluntariado de alguns dirigentes em alguns clubes/associações; onde, por vezes, é preciso pagar um imposto de 23% ao Estado para usufruir do desporto (está provado que a actividade física regular dos portugueses pode ser um excelente negócio para as contas do Governo: gasta no desporto, poupa na farmácia). 

O exemplo deve vir de cima mas a verdade é que nem de baixo ele vem.
Durante 4 anos, 95% dos portugueses não se interessa pelas modalidades das quais hoje se queixa por falta de medalhas. Não sabe sequer o nome dos atletas. Não conheces os clubes que apostam nas modalidades, não conheces os espaços desportivos, não conhece nada! 
Se podem exigir o que quer que seja? Podem! Mas sejam sérios porque a critica fácil não é só para quem a faz mas também para quem a ouve. Entra por um ouvido e sai por outro. E nessas circunstâncias, dou toda a razão aos desportistas nacionais, que apesar de poucos apoios e de alguma incompetência dirigente, dão o litro para representar o país. E não me venham com o argumento que se gastou uma fortuna na preparação destes J. O. porque o que nós gastámos a comparar com outros países medalhados não é nada. E tendo esse simples facto como desculpa, podemos facilmente concluir: "Somo isto, querem o quê?!".

domingo, agosto 12

Jogos Olímpicos 2012

Não encontro maior festa global, de todo o mundo, que una os habitantes da Terra como os Jogos Olímpicos. Seguindo, ou melhor, adaptando os princípios de Coubertin aos tempos modernos, os Jogos Olímpicos é um acontecimento ímpar. Não há igual. Pode haver o aniversario do Joãozinho, a 1ª comunhão da Maria, o Baptizado do Manel... acontecimentos que perduram na memoria destes. Mas são acontecimentos individuais. Os Jogos Olímpicos é algo plural. Simboliza união e desafio, luta e paz, palavras contraditórias que fazem sentido numa frase. É essa a magia dos Jogos Olímpicos: os opostos unem-se numa confraternização sem igual que só o desporto consegue desenvolver. 

"Citius, Altius, Fortius"

E convenhamos: o espectáculo de abertura, o durante e a cerimonia de encerramento destes Jogos Olímpicos Londres 2012... sinceramente, acho que nunca vi nada igual na vida! Espectáculo épico! E por isso o meu obrigado Pierre de Coubertin, Grécia  Antiga e senhor organizador desta edição.

quinta-feira, agosto 9

Jogos Sem Fronteiras

Voltar a ouvir o Eládio Clímaco a relatar os Jogos Sem Fronteiras é algo ternurento.

Touradas e afins

Não é que ligue ao assunto (aliás, passa-me completamente ao lado) mas adoro quando um forcado se parte todo numa pega!

sexta-feira, julho 20

"Qualquer que seja o futuro continuará a haver as noites de luar, Serra de Sintra e o Tejo a correr para o mar." - José Hermano Saraiva

segunda-feira, julho 16

É mel

Ir à margem sul trabalhar, fazer o que tinha a fazer, mudar de roupa no carro, descobrir novos caminhos e dar um mergulho nas praias da costa até ao final do dia. Assim sim!

quarta-feira, junho 27

Pimbas!